segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Não apague a Luz




Não gosto muito da noite,
O silêncio é capaz de torturar muito mais
Que o pior dos barulhos emanados por um objeto.
A escuridão é capaz de se fazer enxergar coisas
Que nem a luz mais intensa o fariam ver.
A calmaria, quase que mórbida, da asas a mente e a faz voar,
E no fim o pensamento nem sempre pousa onde deveria.
Se pudesse, todas as noites tomaria um foguete e partiria para lua,
Assim meus dias sempre seriam dias.
Mas enquanto esse desejo não é contemplado,
Sigo pedindo para que a luz permaneça acesa.

sábado, 27 de dezembro de 2008

A fábrica que nunca cessa




Enquanto houver o ‘sentir’,
O amor, a angústia...
Escrevo!
E enquanto não houver razões, explicações,
Sob as quais minha existência repousaria...
Sigo escrevendo de maneira ainda mais exaustiva.
Assim é o homem, assim é o ser humano
Um ser eternamente incompleto.
Como o pássaro que beija a flor
Para tornar-se “beija-flor”.
E quando todas as lacunas da minha vida estiverem preenchidas
Nunca mais escreverei!
Deixarei de ser homem para tornar-me poeira cósmica.
Pois o existir, depende do vazio da existência.