sábado, 27 de dezembro de 2008

A fábrica que nunca cessa




Enquanto houver o ‘sentir’,
O amor, a angústia...
Escrevo!
E enquanto não houver razões, explicações,
Sob as quais minha existência repousaria...
Sigo escrevendo de maneira ainda mais exaustiva.
Assim é o homem, assim é o ser humano
Um ser eternamente incompleto.
Como o pássaro que beija a flor
Para tornar-se “beija-flor”.
E quando todas as lacunas da minha vida estiverem preenchidas
Nunca mais escreverei!
Deixarei de ser homem para tornar-me poeira cósmica.
Pois o existir, depende do vazio da existência.

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